quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Permitam-me uma poesia

Permitam-me uma poesia:

Ontem me doía a garganta
e hoje o nariz
é uma corredeira
que espanta

Será que dor tanta
não há chá que extirpe
e padece meu eu
da suína gripe?

***

Agora, outra. Esta é de amor. Desculpem:

Houve um tempo
em que eu era feliz
Ganhava o Flamengo
sem precisar do juiz
O céu era azul
cheio de bem-te-vis
Te olhar pela fechadura
não consegui
mas quis.



* A primeira poesia se chama "Gripe a, a gripe."
** A segunda não tem nome ainda.